Nossa História Sobre O Trabalho

Nossa História Sobre O Trabalho

Ainda na ressaca do feriado do dia do trabalho, cabe a todos nós muita reflexão. Não somente sobre a forma como o conceito de trabalho influencia diretamente nossas escolhas nos dias de hoje, mas também sobre nossa relação com essa atividade.

E para isso, valendo já as perguntas: Quais são suas expectativas sobre o seu trabalho? Qual é o conceito que você possui sobre aquilo que faz dia após dia?

Por muito tempo o termo trabalho foi associado a castigo, fardo e até a escravidão. E hoje, será que ainda carregamos o peso de um trabalho que mais parece punição?

Basta pensar na sensação do domingo à noite, ou na felicidade da sexta-feira. Férias ou feriado prolongado então, é quase êxtase. Você já disse alguma vez que iria fazer isso ou aquilo quando parasse de trabalhar?

Pois é… ainda hoje, em alguns momento, trabalho carrega o estigma de que é algo sofrido e penoso.

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Mas de onde vem isso? Você encontrará os indícios e motivos para esta construção conceitual do trabalho na sua história.

Lá em caso, por exemplo, o trabalho sempre veio em primeiro lugar. Para meu pai, era uma das coisas que mais importava e que ele mais valorizava. Até hoje escuto ele dizendo enquanto estou saindo para trabalhar: “ah, trabalhar é a melhor coisa que existe, filhinha! Aproveite!”

Nunca me esqueço de uma vez, quando ainda era estagiária em uma empresa na Berrini – bem longe para quem mora na zona leste de SP, e havia comido algo que não me caiu bem, o que fez com que eu passasse a noite toda em claro, acompanhada da senhora diarreia e do senhor vômito, e no dia seguinte lá estava meu pai com uma sacolinha de plástico na mão, esperando eu ir trabalhar. Sim, a sacolinha era para o caso de eu vomitar no caminho que demorava em média 01 hora e meia… e novamente: sim! Eu fui trabalhar naquele dia, sem reclamar ou titubear. Não tinha dúvida de que era o certo a ser feito, o que havia aprendido e visto desde a minha infância.

Nossa relação com o trabalho, seja ela positiva ou não, dependerá do conceito que temos sobre ele, e da importância que este tem em nossas vidas. Meu pai sempre amou trabalhar e acabei aprendendo que trabalho não é uma necessidade apenas financeira, mas também de alma.

Tive também muito privilégio de poder escolher o que queria ser e fazer e mesmo não tendo acertado algumas escolhas desde primeira, foram elas que me fizeram acertar anos mais tarde.

Mas além do que é aprendido, acredito que nossos conceitos são, em parte construídos ao longo de nossas experiências e construções próprias. Nem tudo vem do ambiente que nos formam e por meio de nossos erros e acertos, construímos uma relação muito viva com o trabalho.

Por meio de minhas próprias experiências, concluí que não queria ser como meu pai, que dedicou quase toda a sua energia e vida à uma única área, causando desequilíbrio em todo o resto.

Entendi que o trabalho em si pode ter diversas definições e que minha produtividade pode ser medida por outras coisas além da minha profissão. Gosto de pensar que a vida é uma dedicação à projetos, e quando me vejo tocando 4 ou 5 projetos diferentes ao mesmo tempo, tenho uma sensação incrível de movimento e construção.

Mas todos esses projetos têm muito mais do que apenas trabalho. Algo queé a base de toda a motivação na vida profissional: a construção de um propósito.

Dostoiévski diria que o mais terrível castigo é estarmos condenados à uma vida de trabalho “absolutamente desprovido de utilidade e sentido”. E acredito que ele tinha razão!

Quando perde-se – ou não se encontra – o propósito em algo, este algo não deve mais ser realizado. Isso não significa que não faremos coisas que não gostamos de vez em quando, mesmo porque, existem responsabilidades.  Mas o sentido que trato aqui vai além de uma atividade específica pois a motivação no fazer está nas consequências que cada ação possui – e nos lugares que alcançaremos por meio delas.

Você deve estar se questionando: Mas o que é propósito? Será que já encontrei o sentido em meu trabalho?

Todos nós, em um momento da vida, recebe um chamado, que nada mais é do que a manifestação de nossa essência no meio em que vivemos, na consciência. Este chamado subentende-se a construção de um trabalho com propósito, e suscita suas questões mais profundas sobre por que e para que fazemos o que fazemos.

Tornar um trabalho significativo, ou pelo menos olhar para ele de uma forma mais clara, sempre começa com a solidão, meditação e autoconhecimento. Se há o chamado e a necessidade de perceber o que está por trás dele, não podemos mais fugir de nós mesmos.

E digo com conhecimento de causa que o reconhecimento de seu propósito mudará a sua relação com o trabalho.

Por isso, tire um momento para avaliar a sua relação com o trabalho, perceba os sinais que indicam que você trabalha por um propósito, que sente a realização e plenitude que deseja.

E entenda que tudo pode ser diferente se você desejar que o seja. A escolha sempre é sua e se você não fizer agora o que o chamado de seu coração pede para ser feito, pode ser que nunca mais consiga…

Um super beijo e ótima semana pós feriado de dia do trabalho!
Vanessa


P.S. Se você quer saber mais sobre o tema propósito e acredita que este é o seu momento, no dia 10 de Junho, acontecerá o Workshop Oficina de Sonhos, para falar justamente sobre este tema. Serão 04 horas onde trabalharemos de forma teórica e prática o autoconhecimento, reconhecimento de valores, o despertar do propósito e a jornada do herói.
Se você quiser saber mais sobre o encontro, acesso o link.

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