O Que Nos Torna Humanos? | #13. Quando Nem Tudo Está Tudo Bem!

Qual é o amor que recebemos?

Se você observar bem, verá que recebe amor todos os dias. Pode não ser o amor que você espera, mas é o amor que você precisa, em suas diversas formas, por meio do cuidado em uma determinada situação, um gesto, uma palavra, uma atitude e até em um olhar.

Mas amor tem muito mais a ver com dar do que receber, por isso te pergunto: qual é o amor que você dá? Este é, em proporção, o mesmo amor que recebe?

E não falo apenas do amor direcionado ao outro, mas também a si mesmo, em forma de permissão!

No final de semana passada, recebi em minha casa alguns amigos de Santiago, no Chile. Eles acabaram vindo de última hora, já que a passagem para São Paulo estava mais barata do que para o sul de seu país.

Foi uma daquelas loucuras que costumam proporcionar um sentimento de liberdade e empoderamento gigantescos, sabe? Que só foi possível pois eles se permitiram esta experiência, esse tipo de amor.

Eles ficaram em casa, então passeamos e fizemos tudo o que turistas têm direito. E no final das contas, por meio de algo tão simples, percebi que,poder oferecer um espaço em meus dias para pessoas tão especiais e acolher tanto amor é um grande privilégio que precisa de permissão!

Já dei e recebi tanto amor em toda a minha vida, que aquele final de semana foi uma extensão de algo que já acontece no meu dia a dia. O amor navega entre nós, mesmo que, nem sempre prestamos atenção – por não estarmos prontos para recebê-lo ou porque simplesmente não fomos capazes de identificá-lo. Mas a verdade é que ele está por lá, esperando nosso sim para entrar e então se acomodar em nossa alma.

Só perceberemos o amor que recebemos, se estivermos alertas e acordados para ele. Se este amor estiver no campo do possível, no alcance de sua antena.

E aquele era o tipo de amor que ecoa nas relações, sabe?

No domingo, antes de levá-los ao aeroporto, pedi que eles escrevessem algo para colocar em meu pote da gratidão – um lugar onde coloco todos os aprendizados, sentimentos e pensamentos positivos que tenho ao longo dos meus dias.

E quando compartilhei aquele espaço, ouvi algo que me chamou a atenção:O aprendizado na viagem foi que não importa onde você esteja, você pode estar no lugar mais lindo do mundo, com todas as pessoas mais especiais que existem, mas a felicidade só existe dentro de si mesmo.

Não sei como, nem porque surgiu esse insight – talvez em um ambiente cheio de amor que proporcione isso – mas mesmo sabendo muito bem dessa verdade, afinal, é uma frase que uso muito, naquele momento mexeu comigo.

Aquilo me tocou de forma diferente e me fez questionar: Porque, algumas vezes, mesmo com todo o amor que recebemos na vida, ainda falta algo?

O que realmente falta em sua vida, quando sente que algo falta?

Nem sempre temos estas repostas, principalmente, quando aparentemente tudo tem que estar bem. Sofremos uma grande exigência social, de que não podemos ter falta, que devemos estar bem o tempo todo, com um sorriso no rosto e uma máscara no coração… Afinal, é muito chato estar ao lado de alguém que reclama o tempo todo, que não está de bem com a vida e que, então, poderá mostrar que minha vida pode não ser tão boa quanto eu imagino.

Guarde uma coisa muito bem: Não somos ensinados a olhar para o outro lado da moeda que contém nossa falta, pois se fizermos isso, estaremos mostrando para o outro que ele também tem falta e não é isso o que a sociedade quer. Um bando de pessoas faltantes, que nem sempre serão produtivas.

Mas não há amor onde não é permitido que o outro seja quem ele é, mesmo com suas faltas. Por isso, olhe bem onde está procurando o amor e se não está recebendo apenas a falsa aceitação de pertencer a um grupo, cheio de regras e desaprovações.
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O amor que está em nossa volta, muito mais simples do que você imagina, nos é direcionado todos os dias com o objetivo de nos permitir olhar para tudo isso de forma diferente. Quando há acolhimento, a falta é permitida, e então aprenderemos a lidar com isso, sem negarmos sua existência.

Pode não parecer algo fácil e realmente não é!

Não faz muito tempo que aprendi o poder de estar tudo bem, mesmo quando não está tudo bem. E acredite em mim, é um alívio poder olhar para a vida e assumir que algo falta, que algo não está no lugar… somente com esse olhar, tudo poderá ficar bem de verdade.

Quando acolhemos nossa falta e a tornamos parte, podemos ser nós mesmos e felizes com os encontros que esta falta nos proporciona.

Por isso, meu convite de hoje é para que você perceba todo o amor que te rodeia, dê amor primeiro a si mesmo a partir do olhar para o que falta em sua vida, entenda que está tudo bem… ao fazer isso, compreenderá que, você ainda assim é um humano!

Um super beijo,
Vanessa

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