O Que Nos Torna Humanos? | #10. A Generosidade

Qual foi a última vez que você ajudou alguém?

Você sabia que a generosidade é um dos aspectos que nos torna humanos?

Esta virtude é uma das forças pessoais que nos auxiliam a superar os obstáculos e então, viver de forma plena.

São diversas pesquisas que mostram que pessoas que ajudam pessoas são mais felizes. Ou seja, exercer a caridade é uma forma de perceber que sua vida não é tão ruim quanto parece e então, sentir-se grato por ela.

Mas a generosidade vai além de exercer caridade, esta é uma virtude que cabe no campo moral e social. Filósofos da ética, como Aristóteles, Kant e Schopenhauer já eram grandes admiradores desta característica.

Nos debates filosóficos, as reflexões sobre a generosidade quase sempre possuem o objetivo de situá-la em relação à justiça, com a diferença de que, a justiça é uma imposição social e a generosidade, uma característica humana não exigida pela moral.

Enquanto a generosidade é esperada, a justiça é exigida. Isso significa que, podemos escolher se teremos ou não uma atitude generosa.

Como todas escolhas provem de uma necessidade interna, o que então, é capaz de criar a necessidade de sermos generosos?

O ser humano é dotado de diversos aspectos que vão além do seu cognitivo. Entre eles, conceitos sobre valores, emoções e sentimentos que constituem um pensamento moral, fruto das interações entre os diversos aspectos que constituem o psiquismo.

Ou seja, a generosidade é uma necessidade moral e, mesmo não havendo a obrigatoriedade de agirmos com generosidade, como este é um aspecto valorizado e admirado pela sociedade, cria-se então a necessidade individual e interna de usarmos esta virtude para fazermos parte.

Porém, quando utilizamos da generosidade que temos internamente, ganhamos muito mais do que um lugar no mundo.

Adam Grant, o mais jovem professor titular da Wharton e um líder no campo da psicologia organizacional, construiu a sua carreira com base no conceito da generosidade. Ele acredita que as pessoas altruístas e que praticam esta virtude, são capazes de construir qualquer objetivo e com isso, atingir o sucesso pessoal.

Em seu livro “Dar e Receber”, apresenta diversos estudos que comprovam que, a partir do ato de doar nosso tempo de forma altruísta, só temos a ganhar.

Você sabia que, 2 horas de trabalho voluntário por semana faz toda a diferença na hora de contabilizar a felicidade?

Um dos estudos, feito na Austrália em meados dos anos 60 com mais de 2 mil pessoas, mostrou que aqueles que doaram ao menos 100 horas por ano eram mais felizes e mais satisfeitos do que as pessoas que doaram menos do seu tempo.

Segundo José Alexandre Crippa, neurocientista da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto, pessoas que exercem sua generosidade possuem maior qualidade de vida, menores taxas de depressão e ansiedade, além de apresentarem menores índices de doenças.

Ou seja, o ato de generosidade pode sim ser um aspecto moral e esperado na sociedade, porém, o que mantém esta virtude são os ganhos que temos ao longo da vida.

Praticar a generosidade exige esforço, determinação e vontade, porém, quando entramos em contato com essa virtude natural, sentimos gratidão, felicidade, recompensa e reconhecimento de sermos então: humanos!

Por isso, escolha uma forma de praticá-la em seu dia a dia e depois contabilize as emoções e sentimentos positivos!

Um super beijo,
Vanessa

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