A Vida E A Morte Que Nos Torna Humanos

O que nos torna humanos?

Existem diversas respostas para essa pergunta, que inclusive irei explorar mais durante o decorrer do próximo ano, em um novo projeto que já está no papel. Mas hoje, quero falar de uma dessas características humanas: a morte!

Todos nós, já nascemos com a consciência de que um dia iremos morrer, e essa condição nos traz uma grande angustia. Não queremos morrer e, principalmente, não queremos que as pessoas que amamos morram. Evitamos o sofrimento, e a perda é uma das causas da dor.

 


Não nascemos prontos para lidar com essa realidade, mas durante nossa vida, recebemos diversas lições para nos aprontarmos e finalmente, aprendermos a lidar com a dor e o sofrimento de nossa condição humana.

A morte faz parte, mas o que causa o sofrimento é a não aceitação desta como algo natural e inevitável.

Durante todo o ano de 2015, recebi diversos aprendizados. Em abril perdi um avô amado, em outubro um gato que esteve comigo por 15 anos, e neste último final de semana perdi meu outro avô querido. Foram muitas perdas, que vieram para me lembrar que as perdas são reais e que a morte nos torna humanos, assim como a vida.

Entendi que aceitar essa condição é um caminho para deixar de sofrer.

Quando eu digo não sofrimento, não significa que não haverá dor, mas que esta não será maior do que deve ser. Todos os sentimentos são importantes, sejam eles negativos ou positivos e em minha carreira como psicóloga, aprendi que todos eles devem ser vividos.

Se você está triste: viva essa tristeza, se está alegre: viva essa alegria. Sem guardar sentimentos para depois. Por isso, quando perdemos alguém que amamos muito: chore tudo o que precisa chorar e depois viva cada sentimento de forma intensa, sem se apegar a nenhum deles.

Viva a dor, mas não se apegue a dor.

Viva a tristeza, mas não se apegue a tristeza.

Viva a negação, mas não se apegue a negação.

Viva a revolta, mas não se apegue a revolta.

Viva a saudade, mas não se apegue a saudade.

Quando verdadeiramente vivemos os sentimentos, eles se acomodam, são superados, a morte é aceita e o sofrimento não fica.

Você pode estar se perguntando: falar é fácil, mas como colocar tudo isso em prática no momento em que o sofrimento chega?

Não tenho uma fórmula mágica e esta receita de bolo deu certo para mim e não posso garantir que dê certo para você. Só posso compartilhar o que fiz, como fiz e te mostrar que é possível. Espero que você crie sua própria receita.

Quando tudo isso aconteceu, pensei que não queria ser uma pessoa amargurada e que chorasse pelos cantos durante o resto da vida. Imaginei o que aquela pessoa que partiu esperava de mim neste momento e me apeguei as crenças sobre a vida e a morte que carrego (e aqui, essas crenças podem te dar uma força incrível). Vivi cada sentimento sem apego, exatamente da forma como descrevi e então encarei a vida, levando aquela pessoa e todos os seus ensinamentos comigo.

Meus avós e o Gibi estão vivos em mim, em minhas atitudes e escolhas, mesmo que de uma forma inconsciente. Os carrego, sem peso ou sofrimento.

Sei que as perdas não pararão por aí, mas sei também que cada perda é única e gera sentimentos individuais e isso significa que não adianta querer me preparar para o que vou viver daqui para a frente.

O que senti com a perda de cada um dos meus avôs foi diferente, pois ambos eram diferentes em minha vida. E isso não quer dizer que o amor por um era menor ou maior do que pelo outro, e sim que, cada um deles foi único em minha vida e por isso, também será único em sua morte.

Para criar sua receita de bolo e então lidar com as perdas de forma mais natural, reflita sobre:

Como você lida com a morte?

Quais suas crenças sobre a vida e a morte?

Como pode viver seus sentimentos de forma íntegra todos os dias, em todas as situações que surgirem?

Você se apega aos sentimentos e as pessoas?  Como fazer diferente e não se apegar às condições impermanentes da vida?

Um super beijo,

Vanessa


P.S. Na quinta-feira passada, aconteceu o webinário Estabeleça os termos para uma vida excepcional em 2016. Se você perdeu, ou não conseguiu acessar por algum motivo, assista aqui. Seu feedback é muito importante, por isso, comente no vídeo o que achou e como esse web te ajudou neste momento!

P.S.II. Este texto foi enviado por e-mail para a lista VIP. Toda terça-feira, textos como estes são enviados. Se você quiser fazer parte da lista e receber essas mensagens de inspiração, acesse AQUI.

 

 

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